segunda-feira, 21 de setembro de 2015

A atualidade de 'Guerra e Paz' de Cândido Portinari

 

Recentemente os painéis Guerra e Paz do pintor brasileiro Candido Portinari (1903-1962) foram reinstalados no prédio da Organização das Nações Unidas (ONU) após restauração. Em 2010 a obra havia deixado a ONU (que ia passar por reforma) para restauração e posterior visitação no Brasil nas principais capitais do país. 40 mil pessoas visitaram o mural e cerca de mais 7 mil sua restauração, que foi aberta ao público para visitação no Salão de Exposições do Palácio Gustavo Capanema, no Rio de Janeiro. Em 2012, por 90 dias a obra ficou exposta no Memorial da América Latina (São Paulo) e recebeu um público de 200 mil pessoas sendo considerada a Melhor Exposição de 2012 pela Associação Brasileira de Críticos de Arte (ABCA), vencendo também o Prêmio ABERJE no mesmo ano. Em 2013 esteve em Belo Horizonte (MG). Sua exposição internacional passou por Paris, atraindo 35 mil pessoas

Retirada do Google
Retirada do Google


FAZENDO CONTAS: 40.000 + 7.000 + 200.000 + 35.000 = 282.000 pessoas.

Pela obra, Portinari, nascido em Brodowski (SP), pintor de O Lavrador de Café (óleo sobre tela de 1939) e A Primeira Missa no Brasil (1948) recebeu o Prêmio da Solomon Guggenheim Foundation em 1956.

Os dois painéis de 14x10 metros foram pintados entre os anos de 1952 e 1956 (4 anos de estudos que renderam cerca de 180 desenhos e 4 meses para a confecção dos painéis) a pedido do presidente Juscelino Kubitschek para posterior doação à ONU. 

Podemos dizer que "o sucesso" foi tremendamente marcante que o mesmo foi instalado no hall de entrada da Assembleia Geral, em 1957. Este espaço é o mais importante da organização e só os chefes de estado e seus representantes tem o prazer de apreciar a obra, considerada a mais importante exposta na ONU. Inclusive, o filho do artista João Candido Portinari sonha em ver a obra disponível ao público.

Ao determos nosso olhar para a obra de Portinari, a mesma nos remete aos dias atuais e, por que não dizer,
Google imagens.
a essa crise instalada no Oriente Médio e que gera diariamente um processo migratório sem precedentes na Europa, só podendo ser comparado ao que ocorreu durante e após a 2ª Guerra Mundial.

Tão atual quanto Guerra e Paz é a inoperância dos governantes mais ricos do mundo que não sabem como lidar com essa situação que bate a suas portas.

Matéria curta, mas para não esquecermos do valor de uma única vida humana. Para não naturalizarmos os sacrifícios, as dores, as perdas e mortes, a fome, a miséria e a violência dos mais fortes contra os mais fracos. Precisamos deixar de acreditar que precisamos de guerras e de pobreza para sobrevivermos.

Namorinho de Sofá


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quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Maria do Carmo Miranda da Cunha: a que nasceu portuguesa, tornou-se brasileira e morreu americana.

Pode ligar qualquer programa de televisão na data de hoje que só se fala que Carmen Miranda (a Pequena Notável) morreu  há 60 anos, muito jovem, aos 42 anos de idade de ataque cardíaco na cidade de Beverly Hills, Califórnia, EUA. Toda reportagem que lembra sua morte ou o dia de seu nascimento em 9 de fevereiro de 1909 trata sempre do mesmo assunto: Carmen Miranda é brasileira? É portuguesa? É americana? Os brasileiros a amam ou a odeiam depois que a mesma se mudou de "mala e cuia" para os Estados Unidos para fazer fama, sucesso e dinheiro?

Vamos mudar o tom, vamos lembrar suas obras e não esquecer que foi com ela que o Brasil e suas belezas, especialmente as do Rio de Janeiro, ficaram conhecidas. Não podemos negar que apesar de caricata, com suas frutas na cabeça, Carmen Miranda foi mais brasileira que muito brasileiro se diz ser nos dias de hoje.
A primeira lembrança, de pequeninha que tenho é de vê-la pela primeira vez atuando com Zé Carioca (Joe Carioca) e Pato Donald (Donald Duck) no filme "Saludos, amigos" de 1942.


Como atriz atuou em 20 filmes entre os anos de 1930 e 1953; na maioria musicais onde dividiu cena com ícones como Jerry Lewys, Dean Martin, Jane Powell, Elizabeth Taylor, Don Ameche, Oscarito, Ary Barroso e a irmã Aurora Miranda. É reconhecida pelo American Film Institute como uma das 500 lendas do cinema e seu primeiro filme por lá, Serenata Tropical (1940) foi um sucesso de bilheteria no ano. Em 1952 foi a mulher mais imitada pelas americanas. Cinco anos após sua morte, em 1960, em mais um reconhecimento do público americano que a adorava, sua estrela na Calçada da Fama foi imortalizada.


Também entre os anos de 1949 e 1955 fez participações especiais em séries americanas, ficou em cartaz de 1939 a 1940 com o musical The Streets of Paris e na sequência, de 1941 a 1943, com o musical Sons o' Fun. Como cantora são cerca de 50 interpretações reconhecidíssimas apenas na sua voz, como No Tabuleiro da Baiana (1936) e Na Baixa do Sapateiro (1938), composta por Ary Barroso.

Muitas foram as homenagens a atriz, cantora e bailarina. Já foi enredo de escola de samba no Rio de Janeiro em 1972, o diretor Miguel Falabella já a homenageou em um musical (South American Way, 2001), em 2005 o escritor Ruy Castro lançou sua biografia (considerada uma das mais completas), tornou-se Patrimônio da Cultura Brasileira em 2009 e tem um museu dedicado a sua vida e obra no Parque do Flamengo no Rio de Janeiro desde 1976, além de documentário dirigido por Helena Solberg no ano de 1995.

Bom, fica a dica para nossos leitores buscarem as obras da artista Carmen Miranda disponíveis na internet, nas locadoras e nas livrarias. Assunto para uma boa conversa não faltará.



Chica chica boom pessoal.
Namorinho de Sofá

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* todos os vídeos foram retirados do Youtube. 

domingo, 14 de junho de 2015

Quem é esse tal de Pélico?

Foto retirada do site do cantor
Você já ouviu falar desse rapaz da foto? Não?! Eu também não sabia de quem se tratava até ser solicitada que ouvisse suas músicas. E confesso, gostei das baladinhas do cantor que já é o xodó de cantores como Tom Zé. 

Bom, o nome dele é Pélico, cantor de bares na cidade de São Paulo que com muito trabalho já gravou 3 CDs (todos disponíveis no youtube para baixar ou para venda no site do cantor) e desponta no cenário local (Sampa) almejando novos palcos. Por enquanto, ainda é um cantor independente.


 

O que se percebe ouvindo as músicas do cantor é que, realmente, como ele próprio diz, suas influências são diversas. No site do cantor, em sua biografia, as influência vão de Cartola, Cássia Eller, Luiz Gonzaga, Caetano Veloso e de tantos outros, de estilos tão díspares, que só poderia se enquadrar em MPB mesmo. 

Numa análise preliminar, de ouvidos não tão preciosos, mas atentos, o estilo de Pélico lembra muito outros cantores da sua geração, com Thiago Phetit, Tulipa Ruiz, Marcelo Jeneci, Filipe Catto (que já gravou música de sua autoria) e Bárbara Eugênia (do clipe acima). Por outro lado, as letras das músicas são mais pretensiosas, mais profundas, mais significativas. O uso de instrumentos metálicos também pode ser encontrado em sua obra de forma marcante, diferencial dos demais artistas citados acima (assim como a profundidade de algumas composições). Destaque para os arranjos de suas músicas.

Os CDs do cantor são O Último dia de um homem sem juízo (2008), Que isso fique entre nós (2011, destaque da Revista Rolling Stones) e Euforia (2015). Vale a pena, despretensiosamente, conhecer a obra do rapaz. No youtube você encontra clipes e parcerias do cantor com outros nomes da música popular brasileira.

Site do Pélico - http://www.pelico.com.br/

Fica a dica,
Namorinho de Sofá