quarta-feira, 31 de outubro de 2012

O Saci é nosso! Não o Halloween do Tio Sam.

Hoje comemoramos o Dia do Saci, instituído desde 2003 pela Lei Federal nº 2.762 dos então congressistas Chico Alencar e Ângela Guadagnin.  Na tentativa de valorizar a cultura nacional, bem como nossos ícones e folclore, a comemoração é celebrada em alguns municípios do território nacional como Embú das Artes, São Luiz do Paraitinga, São José do Rio Preto e Guarantiguetá (SP), Fortaleza e Independência (CE), Poços de Caldas e Uberaba (MG).


Uma curiosidade é a Sociedade dos Observadores de Saci (SOSACI) com sede em São Luiz do Paraitinga e que em 8 dias comemora o Saci com atrações culturais. No próximo dia 03 (sábado) ocorrerá a Saciata com o Bloco do Saci, com saída no Camping do Saci, as 21 horas.
Vamos divulgar essa iniciativa em nossas escolas e municípios. O Saci faz parte da infância de todos nós.



sábado, 27 de outubro de 2012

Thiago Pethit: um achado musical

Nasceu em Sampa, é amigo de Tiê e Tulipa Ruiz, estreiou bem em 2008 com o EP Em Outro Lugar.
Sua música segue influência do que é denominado vaudevill, ou seja, comédias rápidas e fanfarronas, como nas encontradas em operetas. 

O primeiro álbum é de 2010 e tem o título sugestivo de Berlim, Texas, com forte influência da Folk Music americana e de cantores como Tom Waits, Kurt Weill, Leonard Cohen e da cena underground dos anos 60.

Vem sendo produzido por Yuri Kalil (Cidadão Instigado) e Kassin (nome por trás dos últimos discos de Caetano Veloso e Gal Costa) e que produziu seu mais recente trabalho Estrela Decadente de 2012. 

Todas as músicas podem ser baixadas em seu site ou em outros buscadores convencionais. Além, claro, dos clips interessantíssimos. Vai a dica! Fica a dica!



quinta-feira, 25 de outubro de 2012

 Este Poema (em maiúsculo mesmo) em "Riscos". Do amigo e ótimo escritor R.S.
Noturnamente:
Quero pela manhã
(numa medida contida)
sentir outro acorde, sem suprimir
o que não pode da própria manhã
evitar o corte, o risco, a morte.

Reportando íntegra a vida
àquela alma infante
de Schönberg
Debussy
a Chopin.

Sem o suplício de fremir,
a sorte do compasso envolve; o fosso
do intervalo revela: Ser a impressão
que refaz o movimento incerto
da sorte que me espera.

(Sem saber o que sela
nas manhãs de silêncio
que relembro de mim,
ao ouvir Debussy)

Da parte desdita
do corpo que desvendo,
transfigurar a noite
na linha do tempo
amanhecendo na partitura
a instante palavra querendo,
já sendo em parte
o que se pede não sendo.

Montanhas-russas
de somente estranheza,
prepara o gozo de agouro
em serpes; teu grito em nonários
repete: experimenta o dentro
o fora e o breve!

Prolongada a dor de surda
beleza, fustigam-se tímpanos
címbalos e saltérios:

São manada de cornos
aboiando o mistério e plumagem
de anjos zurzindo o ocaso.

São silfos e trons de apito
e pancada; são precipícios venéreos
de volumes empedernidos.

Tuba canora ou gaita agreste,
de novo, agora, pra sempre
revele e, cuidadosamente – a nódoa,
o traço, a letra –, encerre
na curva da estranha melodia
de Schömberg.

[R.S.]