sábado, 6 de janeiro de 2018

Cheiro de livro em casa

Péssimo ter crise e não saber sobre o que falar, especialmente quando respira-se cultura em muitos lugares do mundo e com certeza não falta história para ser contada. O último post foi em setembro do ano passado e desde lá, nada me agradou que pudesse ser detalhado aqui. Talvez eu não tivesse boa para escrever, mas ai já é outra coisa...

Para não deixar o ano começar em branco por aqui vou falar um pouco da dificuldade de, em tempos corridos de trabalho, casa, estudos, trabalho, relacionamentos etc. se ler algo que não esteja envolvido com trabalho, casa (bulas de remédio, rótulo de produtos, receitas de pão) ou estudos. E como estar em férias serve também para colocar outros tipos de leitura em dia, vou contar um pouco do livro que acabei de ler e dos demais que povoam os cantos da minha casa.

Minha mãe chegou com essa obra no final do ano passado e deixou aqui, com outros exemplares, para eu ler. Tenho certeza que a capa lhe chamou à atenção na hora da compra (eu também teria me atraído). O livro é escrito pelo roteirista Antoine Laurain, cujas informações são praticamente inexistentes. Até na orelha do livro são apenas 9 linhas que o descrevem, brevemente. Comecei a ler o livro na quinta-feira e logo percebi que a leitura gostosa seria rápida. Terminei hoje e ontem não li mais do que 6 páginas. A narrativa se passa em Paris e conta a história de um livreiro que tenta descobrir a dona de uma bolsa perdida, sem saber sua identidade. A curiosidade do livreiro, as "charadas" sendo decifradas com a ajuda da filha inquieta e os passeios por Paris ou por outros escritores (ele é um livreiro!), fazem com que o leitor não queira descansar sem antes terminar o capítulo. Uma sacada do autor são os capítulos curtos. Talvez uma técnica dos roteiristas de TV e cinema. A leitura fica leve, as histórias vão se intercalando e os detalhes, repetidos e repetidos com certa maestria, fazem parecer que estamos ali envoltos em um grande suspense. O livro é singelo e temos aqui uma história que conta uma história, que contada entre tantas outras pequenas narrativas, é vivida por um livreiro, ou seja, um cara que conhece um bocado de histórias. Ou vocês conhecem livreiros (se é que não estão em extinção!) que exercem a profissão por sucesso, dinheiro ou lucro? Comercializar livros é uma arte, por si só já é uma história; e de amor. Ninguém vende livros por vender, sempre é uma paixão antes de tudo pelas histórias.
Bom, fica a dica levinha de leitura para iniciar o ano. O livro é da editora Alfaguara, ano 2016.

Vergonhosamente, dentre os outros livros espalhados pelos banheiro, quarto e sala e que ainda não foram concluídos estão Na Iminência do Extermínio - A História dos Judeus da Europa Antes da Segunda Guerra Mundial, de Bernard Wasserstein. O livro é de 2014 e tem 517 páginas. Não é só por isso que eu ainda não o terminei - a quantidade de páginas -, mas o motivo é que o livro é extremamente detalhista, especialmente na questão numérica de quantos eram e quantos se foram. E assim por diante. Tem um certo ar de enciclopédia nele, que cansa um pouco sua leitura. Então, este fica no banheiro e de vez em quando leio um parágrafo ou um capítulo (ai...517 páginas de letras miudinhas). 
Por fim, com um bocado de páginas também, tão grosso como uma bíblia ....E o vento levou, de Margareth Mitchell. Acho que vou morrer lendo esse livro. Eu já sou louca pelo filme e o livro é muito bem escrito, narrativa e descritivamente. Está em quase todas as listas de livros que devem ser lidos antes de morrer. Espero conseguir. O livro na versão completa tem 951 páginas, 63 capítulos, e eu estou na página 265, capítulo 16. Entendam....não é desleixo...as letras são miudinhas e outros textos acabam caindo em nossas mãos entre uma batalha e outra da Guerra Civil Americana. Mas, na verdade, para mim, é um prazer lê-lo assim, aos poucos, com calma. Foi publicado pela primeira vez em 1936, a minha edição é de 2012.

Então queridXs namoradores de sofá, leitura é tudo. Viajamos sem sair de casa, conhecemos pessoas, lugares, sem sair de casa. É pura imaginação. Prazer de ler e de aprender.

Fica a dica!
Feliz 2018!
Namorinho de Sofá

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

FLIBO 2017, em Boqueirão, traz atrações renomadas da cultura paraibana

Começa hoje e vai até o dia 23 de setembro, a Feira Literária de Boqueirão (FLIBO 2017), na cidade de Boqueirão (PB), a 45 quilômetros de Campina Grande. A abertura oficial será na Praça Abes, com a Filarmônica Nossa Senhora do Desterro e Orquestra Mirim da Escola Padre Inácio.


Programação (atualizada em 16/09/2017, pelo evento)

Dia 21/Set - quinta-feira

18h Espetáculo Palavra de Rei com a Cia Café com Pão de Teatro
19h O presente como História: narrativas de um tempo vivido, Palestra com os Historiadores Flávio Carreiro de Santana, Luíra Freire e Neide Cordeiro e o lançamento do livro História: tramas do tempo, impressões do vivido.
20h Bate-papo sobre a Realidade do Escritor no Brasil com os escritores Bruno Ribeiro (Mediador da mesa), Letícia Palmeira, Johniere Alves Ribeiro e Jey Leonardo
21h Grupo Musical SONS EM DÓ – Jazz Band    
22h Moizés Cosme e Banda 4Life – MPB

Dia 22/Set - sexta-feira

17h – Contos da Carochinha, Cordel em Canto
19h Tensões entre Biografias e Música Popular Brasileira: Chico Buarque e outros personagens do cenário musical nacional Bruno Gaudêncio e Cássio Cavalcante
20h Utopia em tempos de Revolução: os 200 anos da Revolução de Pernambuco, Thomas Bruno, Eduardo Côrtes e Josemir Camilo
21h Tributo a Chico Buarque com Lara Sales
22h30 Ari Rodrigues e Larissa Benevides – MPB   

Dia 23/Set – Sábado

9h De Repente Poesia na Feira com Tiago Monteiro, poeta e declamador; Allane Cordeiro, poeta e declamadora e Poetas da ABES e POEBRAS.
19h Bate-papo sobre Música, Literatura e Utopia – As canções de Chico Buarque e a Ditadura Militar no Brasil, com Stellio Mendes, Adeilson Sousa e Toninho Borbo
20h Sarau Às Flores de Chico, com o Coletivo Sarau das Almas, Ponto de Cultura Cantiga de Ninar de Itabaina, PB
21h Sandra Belê – Show Voz e Sanfona
22h30 Banda Turmalina

O cantor Chico Buarque é o destaque nas discussões do evento e de algumas apresentações, que terá a MPB como chamariz dos shows musicais. A FLIBO destaca-se, em seus anos de contribuição à cultura local, pelo aspecto intimista, com declamação de poesias na praça, lançamento de livros, repentistas. Destaca-se pela simplicidade e pelo tom intimista dos encontros. 

A partir de amanhã será a vez das oficinas e minicursos sobre as mais diversas temáticas, ligadas às letras, claro. Para ter acesso aos cursos e oficinas acesse: http://flibopb.blogspot.com.br/2017/08/programacao-das-oficinas-e-minicursos.html 

Se você é fã da FLIBO ou não a conhece ainda, não deixe de participar. Aproveitemos esse restinho de frio para curtir mais cultura paraibana de qualidade.

Fica a dica!
Namorinho de Sofá

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Música, cordas e animais. Cultura de todos os estilos em Campina Grande

A programação dessa semana no Teatro Municipal Severino Cabral, em Campina Grande, está bem recheada. No Quartas Acústicas (06/09), será a vez de Lara Sales se apresentar às 20 horas com o Show Lara Parte 1. Sala Paulo Pontes, ingressos de R$ 10,00 à R$ 20,00. No dia 08, na Campanha de Popularização do Teatro, no espaço principal do teatro, a Orquestra de Cordas Dedilhadas de Campina Grande apresentará às 20 horas "O Despertar das Cordas". Preços de R$ 10,00 à R$ 20,00.

    

  

No domingo dia 10, acontecerá a III Mostra do Projeto Animal Arte e Cultura, com ingressos antecipados à R$ 10,00. E à noite, às 19 horas, na Sala Paulo Pontes, acontecerá o show Somos Fãs - Especial Djavan. 

Fica à dica!