domingo, 14 de junho de 2015

Quem é esse tal de Pélico?

Foto retirada do site do cantor
Você já ouviu falar desse rapaz da foto? Não?! Eu também não sabia de quem se tratava até ser solicitada que ouvisse suas músicas. E confesso, gostei das baladinhas do cantor que já é o xodó de cantores como Tom Zé. 

Bom, o nome dele é Pélico, cantor de bares na cidade de São Paulo que com muito trabalho já gravou 3 CDs (todos disponíveis no youtube para baixar ou para venda no site do cantor) e desponta no cenário local (Sampa) almejando novos palcos. Por enquanto, ainda é um cantor independente.


 

O que se percebe ouvindo as músicas do cantor é que, realmente, como ele próprio diz, suas influências são diversas. No site do cantor, em sua biografia, as influência vão de Cartola, Cássia Eller, Luiz Gonzaga, Caetano Veloso e de tantos outros, de estilos tão díspares, que só poderia se enquadrar em MPB mesmo. 

Numa análise preliminar, de ouvidos não tão preciosos, mas atentos, o estilo de Pélico lembra muito outros cantores da sua geração, com Thiago Phetit, Tulipa Ruiz, Marcelo Jeneci, Filipe Catto (que já gravou música de sua autoria) e Bárbara Eugênia (do clipe acima). Por outro lado, as letras das músicas são mais pretensiosas, mais profundas, mais significativas. O uso de instrumentos metálicos também pode ser encontrado em sua obra de forma marcante, diferencial dos demais artistas citados acima (assim como a profundidade de algumas composições). Destaque para os arranjos de suas músicas.

Os CDs do cantor são O Último dia de um homem sem juízo (2008), Que isso fique entre nós (2011, destaque da Revista Rolling Stones) e Euforia (2015). Vale a pena, despretensiosamente, conhecer a obra do rapaz. No youtube você encontra clipes e parcerias do cantor com outros nomes da música popular brasileira.

Site do Pélico - http://www.pelico.com.br/

Fica a dica,
Namorinho de Sofá

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Maio: 100 anos do nascimento do cineasta Orson Welles

Se estivesse vivo o diretor do filme Cidadão Kane, Orson Welles, estaria completando 100 anos de idade em maio. Sua obra é fascinante, sua direção precisa e seus ângulos inovadores. Também ator e radialista, sua primeira aparição de destaque, que mobilizou os EUA, foi uma brincadeira realizada no Dia de Halloween onde através de supostos boletins de notícia narrou a invasão de extraterrestres ao país (leitura de trechos do livro A Guerra dos Mundos de H.G. Wells). Esse fato se deu em 1938.

Google. Pedido de desculpas oficial  após o fato que gerou pânico
nos americanos, a invasão do país por extraterrestres. 
Podemos concordar que o diretor, no mínimo excêntrico (nunca deixou de praticar outra profissão, a de mágico), não teve muito sucesso durante toda sua carreira. Esteve pelo Brasil na década de 1940 para filmar o país, o samba, o povo; mas, teve que lidar com a insatisfação e o preconceito da equipe de produção (com os negros da cidade).



Em 1941, Welles roteirizou, dirigiu e atuou seu filme mais famoso, Cidadão Kane (ganhou o Oscar de Roteiro Original e concorreu em mais 8 categorias). O filme não fez sucesso de bilheteria, mas ficou para sempre na história do cinema mundial. Até hoje figura em listas especializadas sobre cinema como um dos melhores filmes já realizados até então (está no topo da minha lista de prediletos).

A Marca da Maldade, também fracasso de bilheteria foi lançado em 1958. Welles manteve a risca: roteirizou, dirigiu e atuou. Teria sido esse o problema com suas grandes obras, sua maciça participação? 

Welles casou-se duas vezes, teve duas filhas e deixou uma obra com cerca de 40 longa metragens e curtas. Como roteirista foram cerca de 50 trabalhos, fora sua participação na produção radiofônica da época. Como ator foram cerca de 100 trabalhos, dentre estes, como dublador de desenhos animados. Orson morreu no ano de 1985 de ataque cardíaco. Seu nome pode ser encontrado na Calçada da Fama na categoria Indústria de Radiodifusão (Hollywood Walk of Fame)em Hollywood, Califórnia. 
Google.

PROGRAMAÇÃO

Até o dia 29 de junho ocorre a Mostra O Cinema de O.Welles, em Curitiba, no SESC Água Verde. Gratuita.


Até o dia 31/5/2015 duas bibliotecas públicas estarão exibindo gratuitamente 17 obras do artista em São Paulo.

Acesse AQUI a Programação

Lista da Revista "The Hollywood Reporter" (2014)

1 - O Poderoso Chefão (1972)
2 - O Mágico de Oz (1939)
3 - Cidadão Kane (1941) - antes figurava em 1º lugar
4 - Um Sonho de Liberdade (1994)
5 - Pulp Fiction (1994)
6 - Casablanca (1942)
7 - O PoderososChefão 2 (1974)
8 - E.T. (1982)
9 - 2001: Uma Odisseia no Espaço (1968)
10 - A Lista de Schindler (1993)

CLIQUE e confira a filmografia de O. Welles

Fica a dica!
Namorinho de Sofá

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Romero Britto: os traços que conquistaram o mundo

Dilma Rousseff. Google.
R. Britto. Google
Você pode não gostar do tipo de arte do artista Romero Britto, mas tem que reconhecer que as mesmas ganharam o mundo. Eu mesma esse final de semana comprei uma reprodução da sua Mona Cat ou Mona Gata, se preferirem,  na Praia de Pipa (RN), mas que também podem - as reproduções - serem encontradas na orla de João Pessoa (PB), Recife (PE), centro de São Paulo e outros comércios populares ou com vendedores ambulantes nas grandes cidades do Brasil.

O artista pernambucano radicado nos Estados Unidos é uma febre entre famosos (família real britânica, Madonna, Dilma Rouseff, Felipe Massa, entre outros) e menos populares (como nós de Namorinho de Sofá). 

Viki (1964) de R. Lichtenstei. Google.
Conhecida como "arte da cura" (?), a intenção do artista é apenas trazer a felicidade para seus admiradores, para os que gostam de suas pinturas. Já os críticos de arte pegam no seu pé e qualificam sua obra como algo pequeno e que repete o estilo artístico da pop art (de forma mais pobre) somando a esta uma visão gráfica das histórias em quadrinhos. A pop art tem entre seus maiores nomes Andy Warhol, Roy Lichtenstein e Robert Rauschenberg.

Lennon de A. Warhol. Google.
Podemos encontrar reproduções pelo mundo afora, mas também encontrarmos sua obra para entrega ou impressão (em diversos tamanhos) na internet. Os preços são salgados para os padrões brasileiros, mas para quem pode, não é difícil comprar/encomendar uma obra de Britto. Inclusive esculturas suas podem ser visitadas em países como Alemanha, por exemplo. Ou ainda, para os emergentes, um pulinho em Miami para compra de roupas e visitar sua galeria. Mas, se o dólar estiver muito caro (duvido!) um pulinho na Oscar Freire (nº 562, Jardins - São Paulo) também vale! 

O artista pernambucano também é serígrafo e escultor, além de pintor. E independente do mérito de sua arte (em termos estilísticos), vale a consideração a um brasileiro que ganhou o mundo com suas cores vibrantes, traços marcantes, alegria e luminosidade. E, no mais, a originalidade das suas peças são desconcertantes. Pintar a Monalisa em forma de gato, quem diria?! Entre outras (além das personalidades que gostam de ser retratadas pelo artista) encontramos no seu hall de pinturas Mickey Mouse, Darth Vader, Jesus, Abaporu (de Tarsila do Amaral) entre outros. Além do que ele R. Britto adora pintar gatos (que nós amamos) e outros animais.

Fica a dica!
Namorinho de Sofá.

Mona Cat - Google.
Site do artista: http://britto.com/portuguese/
Compras: http://www.galleryofart.us/Romero_Britto/
Endereço da Loja em Miami - Lincoln Road com a Oen Drive (16th e 17th Streets em South Beach)