domingo, 20 de outubro de 2013

20 de outubro. Dia do Poeta. O que dizer mais de Chiquinha Gonzaga e Vinícius de Moraes que já não tenha sido cantado em verso, prosa e em acordes?

Nessa semana que se encerra duas personalidades foram relembradas intensamente. Chiquinha Gonzaga, ou Francisca Edwiges Neves Gonzaga para os não íntimos, que no dia 17 de outubro completaria, se estivesse viva, 166 anos e (Marcus) Vinícius de Moraes, que ontem (19/10) estaria completando 100 anos de vida.

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Chiquinha é considera a primeira compositora brasileira que adaptou o som do piano, seu mais próximo instrumento de trabalho/composição, ao gosto popular. Reconhecida como uma grande maestrina tirou do erudito músicas mais envolventes e ritmadas, voltadas para o gosto popular. Compôs óperas, maxixes, tangos e é mais conhecida por seus chorinhos. A artista também se engajou na política e apoiou o movimento abolicionista em 1880 e o da Proclamação da República, em 1889. Foi também fundadora da Sociedade Brasileira de Autores Teatrais e compôs durante sua vida 77 peças.

Livros sobre Chiquinha Gonzaga:

1) Chiquinha Gonzaga: uma história de vida (2009)
2) Chiquinha Gonzaga Coleção Mestres da música no Brasil (2001)
3) Crianças Famosas Chiquinha Gonzaga (2000)
4) Chiquinha Gonzaga, grande compositora popular brasileira (1939)

O documentário pode ser assistido em http://www.chiquinhagonzaga.com/biografia/doc_video.html 

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Vinícius foi diplomata de profissão e formado em jornalismo, mas caminhava também pelas arte musical, crítica cinematográfica, pelo discurso político afiado e pela poesia. Suas composições marcantes, a maioria em parceria com artistas como Carlos Lyra, Tom Jobim e Toquinho, são  muito (re)conhecidas até os dias de hoje. Quem não cantarola por ai canções como "A Felicidade", "Garota de Ipanema", "Irene", "Lamento no Morro", "Canto de Ossanha", "Samba em Prelúdio", "Eu Sei Que Vou Te Amar", dentre tantas outras. O curioso de suas composições e que algumas delas foram compostas para suas mulheres, que foram se tornando "ex" com o passar do tempo e o fim de uma garrafa de whisky (seu vícios eram as mulheres - casou-se 9 vezes -, o cigarro, a bebida e a intensa busca pelo o amor).

Livros (alguns) DE Vinícius de Moraes

1) O Caminho para a Distância (1933)
2) Poemas, sonetos e baladas (1946)
3) Antologia Poética (1954)
4) A Arca de Noé (1970)
5) Poemas Esparsos (2008)

Fica a homenagem simples deste singelo blog cultural ao legado dessas duas celebridades que cantaram para o povo brasileiro e que alcançaram e ainda alcançam reconhecimento internacional por suas obras.

#Namorinho de Sofá

domingo, 29 de setembro de 2013

O sucesso de 'Modinhas Fora de Moda'

Nos dias 25 e 26 de setembro o Teatro Municipal Severino Cabral e seu público puderam conferir os sucessos musicais das décadas de 1920 à 1950 nas vozes das cantoras Adília Uchôa, Fidélia Cassandra (que já deu entrevista para nosso blog) e Lara Sales
Projeto que surgiu em uma conversa informal entre as três cantoras e que teve o nome criado por Adília Uchôa fez tanto sucesso em dois dias que a espera dos fãs é por novas apresentações e quem sabe turnê por algumas cidades do Estado. O espetáculo - podemos com certeza afirmar - contou com várias parcerias, dentre algumas a de Saulo Queiroz, diretor cênico de Modinhas Fora de Moda.

O repertório escolhido pelas cantoras conta com sucessos de Chiquinha Gonzaga, Noel Rosa, Pixinguinha entre outros nomes famosos da época da boa música brasileira. Em tempos de batidas musicais confusas e forrós de plástico o encontro das cantoras foi um alívio para os ouvidos dos apreciadores da boa música e de belas vozes.

Sucesso garantido antes mesmo das apresentações, os shows foram filmados pela TV Itararé (filiada da TV Cultura em Campina Grande) que hoje em comemoração ao aniversário da emissora estará reapresentando uma edição de imagens do encontro musical, às 18 horas.


A boa notícia (quase furo de reportagem do nosso blog) é que soubemos, por fontes fidedignas, que há interesse de outros espaços em ter a presença do espetáculo Modinhas Fora de Moda. Vamos torcer para que novas parcerias surjam e que possamos vê-las novamente em cena.

Namorinho de Sofá.

sábado, 24 de agosto de 2013

Espetáculo! Cia. Mungunzá de Teatro apresenta Luis Antônio Gabriela

Sabe aquelas peças de teatro que você não pode  perder de jeito nenhum? Pois bem, falaremos brevemente sobre ela e esperamos que sintam-se interessados em assisti-la.

Fomos vê-la neste mês de agosto no SESC Centro Campina Grande durante a Programação do Palco Giratório. A peça conta a história de Luis Antônio, homossexual que nos anos 1960 assume sua condição diante de uma grande, conflituosa e conservadora família paulista. Deixa sua casa, vai morar na região dos portos na cidade de Santos, prostitui-se e deixa o Brasil aos 30 anos de idade para morar na Espanha. Assume o nome de Gabriela vivendo até 2006, quando morre de consequências do vírus da AIDS. 
Luis Antônio/Gabriela passa por todas as situações horríveis que podemos imaginar em uma sociedade cercada pela ditadura militar, só para começar. As intervenções cirúrgicas, como uso de silicone, também afetaram não somente a relação com sua família, mas também a sua saúde. As cartas de saudades, os longos períodos sem contato com o Brasil, a morte da mãe, a iniciação sexual e a descoberta de que queria ser menina ("eu não sou menino") transformam Luis Antônio.

Mas, a peça, segundo o diretor Nelson Baskerville é um pedido de desculpas a irmã Gabriela, ao esquecimento, à discriminação de todos ao filho/irmão que deixou o país para viver a vida que lhe foi imposta pela sociedade e pelo abandono familiar.

Diretor da peça. Ator da novela 'Viver a Vida' da Rede Globo.
Imagem do Google.


A história é comovente e a forma como é contada é um espetáculo à parte. O roteiro não é linear e alguns atores representam mais de um papel.



Para essa peça que conta com atores que atuam, dançam, cantam e se emocionam, quem ganha é o espectador. 

As lágrimas são frequentes e não apenas porque é mais uma história sobre um homossexual que se deu mal, sofreu, apanhou, adoeceu e morreu; sempre sozinho. É uma história sobre a ausência do amor. 

A coragem do diretor/irmão em expor não somente a vida dura de Gabriela, mas a sua própria, também é emocionante.

Porém, mais do que uma bela história devemos aplaudir a atuação da Cia. Mungunzá. A energia dispendida pelos atores parece sobrenatural aos nossos olhos. A intensidade que cada um impõem a seus papéis é fantástica. Para os mais sensíveis e portadores de marcapasso, os arrepios se dão do começo ao final da peça.


Retirada da Fanpage

"A Cia. Mungunzá de Teatro foi criada por atores recém-formados, em São Paulo, no ano de 2006. (...) Em março de 2011 estreou Luis Antonio - Gabriela, ganhador ddos prêmios Shell 2011 de melhor direção, APCA 2011 de melhor espetáculo, Cooperativa Paulista ade Teatro 2011 e Governador do Estado de São Paulo 2011 como melhor espetáculo" (Catálogo do Palco Giratório, 2013, p.53)


Argumentação e Direção: Nelson Baskerville
Elenco:  Day Porto, Marcos Filipe, Lucas Beda, Sandra Modesto, Verônica Gentilin, Virgínia Iglesias.
Fanpage (Facebook)https://www.facebook.com/luisantoniogabriela.teatro
Duração: 88 minutos (intensos!)

O espetáculo vem circulando por todo o Brasil através do Projeto Palco Giratório do SESC. Vale a pena verificar a programação: http://www.sesc.com.br/palcogiratorio/

Bom, é uma belíssima história e um belíssimo roteiro.
Fica nossa belíssima dica!
Namorinho de Sofá